Famoso na web por gols de falta de calcanhar desafia Juninho no Maraca

Francisco Gomes Rodrigues se especializou em balançar as redes desta forma. Até outubro, o cearense conhecido como Neno já tinha anotado cinco gols na sua lista

Por GloboEsporte.comRio de Janeiro, RJ

Neno e Juninho Pernambucano, EE (Foto: Gustavo Serra / Esporte Espetacular)Neno conhece Juninho e arrisca bater faltas de calcanhar no Maraca (Foto: Gustavo Serra / Esporte Espetacular)

Neno é um homem humilde. Em 42 anos de vida, nunca tinha andado de avião, elevador ou escada rolante. Há 20 anos, seu voo mais alto foi se dedicar a cuidar da escolinha de futebol da região. Pelas suas mãos calejadas de tanto pegar na enxada, fazer carvão e construir casas já passaram mais de dois mil meninos.

– É o que eu posso fazer pela minha comunidade. Isso aqui é aula de vida, o que eu passo pra eles aqui é minha dedicação, é grande – afirma Neno.

Neno é um professor amado pelos alunos. Porém, extremamente rigoroso. E foi deste rigor que surgiu o gol de calcanhar.

– Eles começaram a bater falta, iam errando, errando… Aí, eu disse assim: “eu vou ensinar a vocês como se bate uma falta”, mas eu me preparei com medo, mas quando eu bati deu certo – relembra o professor.

Neno Calcanhar, Esporte Espetacular (Foto: Gustavo Serra / Esporte Espetacular)Neno ficou famoso nas redes sociais por marcar gols de falta de calcanhar (Foto: Gustavo Serra / Esporte Espetacular)

O professor se tornou um especialista em cobranças de falta de calcanhar. O vídeo do gol virou fenômeno na internet batendo a marca de 13 milhões de visualizações, construindo o caminho de Neno até o Maracanã. No estádio, ele era o astro. Passeou pelos vestiários, viu de perto a camisa de Messi e ensinou Juninho Pernambucano a cobrar faltas de calcanhar.

– A técnica tem que ser a concentração primeiro. Quando eu saía um pouquinho, era como se eu tivesse certeza que não ia sair o chute. Impressionante como é da cabeça que você sabe fazer. Se concentrar só na batida da bola e não ficar muito distante, não botar o pé muito distante, dar uma olhadinha para o goleiro ali e chute – ensina.

A lição que fica é que com um pouquinho de imaginação, é possível dar um chute de calcanhar num campinho esburacado em São Gonçalo do Amarante e comemorar o gol na grama sagrada do Maracanã.

– Representar eles aqui é muito satisfatório, eles não estão aqui, mas só de eu estar aqui, aquela meninada vai ficar feliz demais. Porque eles sabem o que eu passei. Hoje, eu tô aqui no Maracanã. Isso para mim é demais – se emociona Neno.

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