Feliz Natal a todos os visitantes do Blog Alternativos Esportes

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Ola amigos visitantes do Blog Esportes Alternativos

Que a paz e a compreensão reinem em nossos corações neste Natal e no Ano Novo que se aproxima. Boas Festas.

 

 

Homenagem do Korfebol Brasileiro a um dos ícones da Educação Física Brasileira Mestre Manoel Tubino

Homenagem do Korfebol Brasileiro

Há 9 anos atrás perdíamos uma das grandes referências da Educação Física Brasileira. MESTRE MANOEL TUBINO.

Uma das últimas fotos do professor Manoel Tubino foi comigo grande incentivador do Korfebol Brasileiro brasileiro e de meu trabalho, orientou meu T.C.C, me lembro que eu não tinha a literatura suficiente mas ele me ensinou o “caminho” das pedras, conversar com ele já era uma leitura aprofundada de qualquer tema. Ele colocou o verbete Corfebol no dicionário e me incentivou depois a trocar para Korfebol já que faço um trabalho diferenciado do resto do mundo. Saudades do Mestre.


Entender os desígnios divinos sempre foi e sempre será muito difícil para nós seres humanos, principalmente quando perdemos alguém que admiramos, lembranças, lágrimas, passam pelos nossos olhos e fica as saudades e as lembrançasHoje a saudade nos faz mais uma visita, e relembramos do grande Mestre Manoel Tubino  mas não tristeza como protagonista. Com os corações mais fortalecidos e saudosos, fica aqui registrado o nosso reconhecimento e agradecimento pelos ensinamentos adquiridos, fonte de inspiração para o KORFEBOL BRASILEIRO e para a profissão de Educador.OBRIGADO “MESTRE TUBINO”

BBC LONDRES REALIZA DOCUMENTÁRIO COM PARTICIPAÇÃO KORFEBOL BRASILEIRO

Estaremos disponibilizando o documentário da BBC de Londres com a participação do Korfebol Brasileiro, importante dizer que o Korfebol Brasileiro nada tem haver com o Korfball/Corfebol praticado no resto do mundo, inclusive esperamos que o Presidente da entidade que representa o esporte no mundo, não venha declarar que a matéria foi realizada por eles ou por outros brasileiros. O responsável por essa mátéria foi o Professor Marcelo Soares, mais conhecido como “Marcelo Korfebol” que de 1998 a 2012 esteve ligado diretamente a entidade internacional que dirige e representa o Esporte. Em 2013 foi fundada a ABRAKO – Associação de Korfebol Brasileiro, totalmente independente e sem vínculo com nenhum país praticante do Corfebol/Korfball competitivo. Aqui no Brasil realizamos um trabalho diferenciado, muito mais cooperativo e sem a formação de “atletas” nem realização de campeonatos, não temos aspirações Olímpicas e nem queremos ter, o trabalho desenvolvido por aqui é para todos e o mais cooperativo possível para que haja a inclusão através do Korfebol Brasileiro.
Agradecimento especial a Professora Sheila Duarte Bandeira, representante Abrako, aos alunos do Instituto Geremário Dantas no Rio de Janeiro, pelo carinho, dedicação e amor ao Korfebol com K brasileiro.
Desafio das 100 Mulheres BBC (BBC 100 Women Challenge 2017) – No Rio de Janeiro, as nove representantes do Brasil, que integram a lista da BBC de mulheres inspiradoras em todo mundo, reuniram-se para apresentar propostas para minimizar o sexismo no esporte, além de assistir a uma partida de futebol misto entre meninos e meninas e a apresentação de um rap, cuja letra traduz a questão do sexismo.

Saiba quem são as mulheres do Brasil indicadas na lista:

Adriana Behar – ex-jogadora de vôlei de praia e medalhista olímpica;
Ana Luiza Santos de Andrade- estudante de 12 anos, que defende igualdade para meninos e meninas no futebol;

Beatriz Vaz e Silva- jogadora de futebol, que fez parte da seleção brasileira de futebol por quatro anos;
Claudianny Drika- treinadora de futebol, que trabalha com jovens de uma comunidade carente no Rio;
Fernanda Nunes – remadora olímpica e blogueira;
Luiza Travassos- estudante de 13 anos, que conta seu dia a dia como jogadora feminina de futebol
nas redes sociais;
Maira Liguori- diretora da ONG Think Olga, dedicada a capacitar as mulheres compartilhando informações;
MC Soffia- jovem rapper de 13 anos, que tem cantado sobre o empoderamento das garotas negras desde os seis anos de idade;
Nora Ronai -nadadora e atleta de 93 anos, vencedora de seis medalhas de ouro de natação no Masters World Championships em Montreal, Canadá (2014).

Este vídeo é um trecho do documentário exibido na BBC de Londres.

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Korfebol Brasileiro é tema de trabalho acadêmico sobre Sociologia da Educação – Universidade Uniabeu – Belfort Roxo – RJ

KORFEBOL BRASIL

 

Nessa trajetória , são tantas pessoas que contribuíram para meu sucesso, que seria impossível colocar o nome de todos por aqui.
Senti-me muito especial com tão bela homenagem em que recebi pelos alunos na disciplina Sociologia da Educação. Orgulho, alegria, emoção, misto de tantos sentimentos bons, que até a presente data, parece que comecei ontem ” 11/11/ 1998″ na comunidade Fernão Cardin com uma bola de vôlei e duas cestas de basquete, e fazendo o jogo de forma adaptada. Em 3 meses de prática observamos que gradativamente a integração entre os gêneros se construía.
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“Quanta alegria em saber que meu trabalho é valorizado por pessoas que nem me conhecem pessoalmente, e que de alguma forma meu trabalho contribui para educação física escolar.  Isso é gratificante! ”

Confesso que tenho muita paixão pela minha profissão, e por ensinar o Korfebol Brasileiro, com regras novas e adaptadas para que todos tenham acesso, transformando o jogo competitivo em um jogo cooperativo, socializador, onde cadeirantes, autistas, terceira idade, famílias, criancas, jovens e adultos podem vivenciar a dinâmica em igualdade de condições.

Tenho buscado,porém, em quadra de aula, atender o maior número possível de pessoas, sempre na perspectiva da cooperação, adaptando a atividade ao grupo que está sendo trabalhado.

Nesses 17 anos de ensinamentos e aprendizados  conhecí muitas pessoas, Inclusive ídolos de diversos  esportes brasileiro, que me deram o prazer de jogar Korfebol Brasileiro, como o Ricardo Prado, recordista mundial das piscinas e atleta olimpico, o Mestre João Batista Freire que realizou o Korfebol na caravana do Esporte, entre outros que me ajudaram e ajudam até hoje. Os mesmos tornaram-se meus grandes amigos, pessoas de extrema importância na minha vida  profissional. O Korfebol tem esse poder envolvente, que nos atrai para um mundo de debates, diálogos, troca de experiências.

Importante é o fato de que a humildade deve prevalecer diante dessa homenagem, isto porque não sou a único protagonista nessa história de Korfebol Brasileiro.

Obrigado alunos da Uniabeu e amigos de Facebook que curtem e compartilham a página do Korfebol Brasileiro , matérias na TV, vídeos, cursos e palestras, por confiarem em nosso trabalho.

Obrigado a todos, de coração!

Gratidão a vocês amigos de fé e apaixonados pelo jogo Korfebol Brasileiro.

“TEM QUE QUERER”

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Alunos da Universidade Uniabeu – Belford Roxo – Rio de Janeiro

KORFEBOL BRASILEIRO EM PRESÍDIOS: Depoimento do Professor Sidnei da Silva

“-Oi Marcelo! Meu nome completo é Sidnei da Silva e trabalho no Esmeraldino Bandeira (Angenor de Oliveira-Cartola) desde setembro de 2003. Comecei trabalhando como Glp (hora extra)e em março de 2005, levei minha matrícula para lá. No início era um pouco mais difícil fazer trabalho prático devido a quadra estar sendo usada para visitas, pois trabalhava justamente nesses dias. Depois, comecei a trabalhar em dias que não havia visitas,mas mesmo assim tinha que solicitar autorização para a utilização da quadra ao diretor do presídio.Depois, com o passar do tempo, a coisa ficou um pouco melhor para se trabalhar na quadra, mesmo assim enfrentando muitas dificuldades, como contar com a boa vontade dos guardas para liberar os alunos para fazerem as aulas práticas. Já trabalhei com eles iniciação (noções) do atletismo, voleibol (bem improvisado) e o handebol, Porém, sempre negociando com eles, pois senão só jogariam (só praticariam) o futebol ou futsal. Mostrei para eles que existem outros desportos além do futebol, e eles aceitaram bem, porém, sempre negociando ao final das aulas deixarem eles jogarem um pouco de futsal. Para mim é muito gratificante trabalhar com eles, passar a eles que existem muitas coisas boas e o que o esporte proporciona a vida de um modo geral. Todos os anos realizo torneios de futsal para que todos os alunos participem.”
Ao sair de lá, tive a sensação de missão cumprida. O sucesso foi total junto aos presos que permitiram serem fotografados e me parabenizaram pelo meu amor e dedicação ao esporte e principalmente ao Korfebol Brasileiro. Foi um dia inesquecível na minha vida, e que a as oportunidades devem ser concedidas a todos sem distinção. Todas as pessoas são passíveis de erros, porém uma segunda chance deve ser dada a elas, pois muitos têm condições de dar a volta por cima, e voltarem a ser cidadãos livres. Muitos voltam ao crime por falta de opção de trabalho, de estudo. Sou um simples professor de Educação Física que divulga um esporte diferente e que tenta de todas as formas transmitir novos conceitos de igualdade, liberdade e fraternidade através da Educação Física.

UMEI – Unidade Municipal de Educação Infantil – Mostra de Projetos Instituintes Rede Municipal de Niterói – Profª Gláucia Leão.

O Blog dos Esportes alternativos Escolares, parabeniza a Umei Nina Torres pelo projeto e iniciativa em prol da Educação.

Participamos hoje da Mostra de Projetos Instituintes da Rede Municipal de Educação de Niterói, apresentando o Projeto Instituinte 2017 : Multimeios: Ressignificando um Espaço de Múltiplas Aprendizagens . A necessidade de ressignificação dos espaços da UMEI é uma temática que nos inquieta e mobiliza ações. Defendemos a criação de espaços que sejam acolhedores e que possibilitem experiências multissensoriais , que priorizem a brincadeira e a ludicidade e assim a aprendizagem prazerosa. Nossa sala hoje oferece a possibilidade de experimentação, descoberta, pesquisa e análise, com o oferecimento de diferentes materiais, com diferentes possibilidades de uso

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KORFEBOL BRASILEIRO SENDO PRATICADO SISTEMA PRISIONAL

KORMONTAGEM BANGU 3FEBOL NO PRESÍDIO ESMERALDINO BANDEIRA “BANGU 3” – Parte 1
Quando comecei em 1998 a divulgar o Korfebol no Rio de Janeiro, e mais tarde em todo o Brasil, nunca poderia imaginar que um dia realizaria uma palestra sobre Korfebol em um presídio. Mas em nossa profissão, e como tudo na vida, nunca podemos dizer “nunca”. Em 2008, através do Dr. João Delphim, psicólogo que coordena o Projeto Vida do Complexo Penitenciário BANGU 3 (Esmeraldino Bandeira), fui convidado a palestrar sobre Korfebol. Confesso que sempre gostei de grandes desafios em minha vida, tanto que resolvi divulgar o Korfebol no país do futebol e também do vôlei, sempre enfrentando grandes dificuldades, preconceitos, desconfianças etc., porém também sendo ajudado por muitas pessoas que torcem pelo sucesso da modalidade e em especial do meu trabalho, que eu classifico como “missão”. Dizer que não senti insegurança por estar em um ambiente totalmente desconhecido, do qual só sabia informações por filmes, jornais e noticiários de TV, seria mentira, mas o desafio falou mais alto e acabei aceitando o convite de levar aos presos um pouco de alegria e tentar através do Korfebol e suas regras pedagógicas diminuir sua agressividade e aumentando o bom convívio entre eles.

 

O projeto que se desenvolve no Presídio Bangu 3 denominado “Projeto Vida” é muito interessante, pois possibilita aos presos de bom comportamento de poderem participar de atividades esportivas, e sócio-culturais. Existe uma equipe multidisciplinar, composta de professores, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e terapeutas ocupacionais, que monitoram o bom andamento do projeto. O que mais me surpreendeu no tempo em que estive lá, foi que lá os presos permanecem soltos, ou seja, o que para mim seria uma forma de incentivo a fuga, na verdade para eles não era. Questionei o Diretor do Presídio se haviam fugas e o mesmo mencionou que seria uma tremenda “falta de inteligência” tentar fugir já que todos que estavam ali estavam prestes e sair e gozavam de regalias, ou seja, seria dar um tiro no próprio pé.
Ao chegar ao presídio, deparei-me com uma cena que me comoveu… 20 presos estavam sendo transferidos, sendo que aproximadamente 8 eram idosos de 70 anos, que estavam algemados em dupla com presos mais novos e tinham muita dificuldade para entrar no furgão de transferência. Por alguns momentos pensei em ajudá-los a subir, porém a emoção tomou conta e mal conseguia caminhar naquele momento. Olhos embaçados ao ver uma cena comovente, mesmo sabendo que eram criminosos. Fui muito bem recebido na escola e por todos os presos que cruzei no trajeto da entrada do presídio até o local da palestra. Todos sorriam e demonstravam alegria por ter um visitante. Pude observar que existiam muitos estrangeiros, entre eles angolanos, búlgaros, alemães, sul-africanos e holandeses, conterrâneos do Korfebol. Concluí que estariam presos devido ao tráfico de drogas internacional. Fui conduzido pelo psicólogo até uma sala de aula preparada com data show e carteiras para receber meus novos alunos de Korfebol. Nesse momento fiquei um pouco receoso, pois eles não sabiam que naquele dia não iriam jogar futebol, e poderiam se revoltar e não prestigiarem a palestra. Em minha vida acadêmica participei de vários projetos sociais, trabalhando com muito sucesso em comunidades carentes no Rio de Janeiro (Vila do João, Nova Holanda, Vila Cruzeiro, Choppinho de Olaria e Fernão Cardim) algumas dessas bem famosas pela violência e tráfico de drogas. Busquei sempre fazer um bom trabalho e levar um conceito diferente a todos os participantes do projeto Esporte, Cidadania e Korfebol. Nem sempre conseguia obter sucesso com Esportes e Cidadania devido a problemas externos, porém o Korfebol sempre era sucesso nas comunidades, tanto que certa vez deixei de ser assaltado em um ônibus por ser reconhecido como o “Marcelo do Korfebol”. Pensei que meu desafio naquele momento era motivar os presos da mesma forma que motivava meus alunos nas comunidades. Tenho é muita determinação, e amor pelo Korfebol e pela profissão de educador físico. E talvez esse amor transborde e acabe motivando as pessoas a jogarem Korfebol. Em 15 minutos de palestra teórica eu já tinha conquistado os presos com meu lado brincalhão, quebrando o clima de tensão que, se existia, ali tinha acabado. Acredito que ali os tinha conquistado.
Eu tinha aproximadamente 50 minutos para realizar todas as atividades com os detentos, regras básicas e realização dos jogos, dos 40 presos apenas 20 se dispuseram participar dos jogos, o que particularmente facilitou ainda mais minha missão. Os novos alunos entenderam rapidamente a filosofia do jogo (não contato físico, não progressão com a bola, deslocamentos rápidos para envolver o adversário) apenas tiveram a dificuldade natural de acertar a bola na cesta, o que foi rapidamente assimilado quando realizei treinamento de 10 minutos do fundamento arremesso. O que era para ser uma aula de 50 minutos acabou virando um curso de Korfebol de 3 horas. Tanto que os presos não queriam parar de jogar e o Diretor do presídio acabou descendo para conhecer de perto o Korfebol. Nesse momento por estar treinando os presos não notei a aproximação do diretor que ao final do evento mandou me chamar para elogiar o trabalho e a maneira como deixei os presos motivados, sendo que nos convidou para retornar em 2009 e realizarmos um jogo para a ala feminina e no segundo semestre realizarmos o primeiro jogo unindo a ala feminina com a ala masculina.
Nesse período em que estive no presídio fui apresentado ao colega de profissão Professor Sidnei da Silva que realiza um excelente trabalho, mostrando que nem tudo está perdido e que o Brasil não é apenas o país do futebol. Existem outras formas de prática desportiva e que mesmo com dificuldades podemos trabalhar e ensinar tudo que aprendemos na Universidade.