KORFEBOL BRASILEIRO EM PRESÍDIOS: Depoimento do Professor Sidnei da Silva

“-Oi Marcelo! Meu nome completo é Sidnei da Silva e trabalho no Esmeraldino Bandeira (Angenor de Oliveira-Cartola) desde setembro de 2003. Comecei trabalhando como Glp (hora extra)e em março de 2005, levei minha matrícula para lá. No início era um pouco mais difícil fazer trabalho prático devido a quadra estar sendo usada para visitas, pois trabalhava justamente nesses dias. Depois, comecei a trabalhar em dias que não havia visitas,mas mesmo assim tinha que solicitar autorização para a utilização da quadra ao diretor do presídio.Depois, com o passar do tempo, a coisa ficou um pouco melhor para se trabalhar na quadra, mesmo assim enfrentando muitas dificuldades, como contar com a boa vontade dos guardas para liberar os alunos para fazerem as aulas práticas. Já trabalhei com eles iniciação (noções) do atletismo, voleibol (bem improvisado) e o handebol, Porém, sempre negociando com eles, pois senão só jogariam (só praticariam) o futebol ou futsal. Mostrei para eles que existem outros desportos além do futebol, e eles aceitaram bem, porém, sempre negociando ao final das aulas deixarem eles jogarem um pouco de futsal. Para mim é muito gratificante trabalhar com eles, passar a eles que existem muitas coisas boas e o que o esporte proporciona a vida de um modo geral. Todos os anos realizo torneios de futsal para que todos os alunos participem.”
Ao sair de lá, tive a sensação de missão cumprida. O sucesso foi total junto aos presos que permitiram serem fotografados e me parabenizaram pelo meu amor e dedicação ao esporte e principalmente ao Korfebol Brasileiro. Foi um dia inesquecível na minha vida, e que a as oportunidades devem ser concedidas a todos sem distinção. Todas as pessoas são passíveis de erros, porém uma segunda chance deve ser dada a elas, pois muitos têm condições de dar a volta por cima, e voltarem a ser cidadãos livres. Muitos voltam ao crime por falta de opção de trabalho, de estudo. Sou um simples professor de Educação Física que divulga um esporte diferente e que tenta de todas as formas transmitir novos conceitos de igualdade, liberdade e fraternidade através da Educação Física.
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UMEI – Unidade Municipal de Educação Infantil – Mostra de Projetos Instituintes Rede Municipal de Niterói – Profª Gláucia Leão.

O Blog dos Esportes alternativos Escolares, parabeniza a Umei Nina Torres pelo projeto e iniciativa em prol da Educação.

Participamos hoje da Mostra de Projetos Instituintes da Rede Municipal de Educação de Niterói, apresentando o Projeto Instituinte 2017 : Multimeios: Ressignificando um Espaço de Múltiplas Aprendizagens . A necessidade de ressignificação dos espaços da UMEI é uma temática que nos inquieta e mobiliza ações. Defendemos a criação de espaços que sejam acolhedores e que possibilitem experiências multissensoriais , que priorizem a brincadeira e a ludicidade e assim a aprendizagem prazerosa. Nossa sala hoje oferece a possibilidade de experimentação, descoberta, pesquisa e análise, com o oferecimento de diferentes materiais, com diferentes possibilidades de uso

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KORFEBOL BRASILEIRO SENDO PRATICADO SISTEMA PRISIONAL

KORMONTAGEM BANGU 3FEBOL NO PRESÍDIO ESMERALDINO BANDEIRA “BANGU 3” – Parte 1
Quando comecei em 1998 a divulgar o Korfebol no Rio de Janeiro, e mais tarde em todo o Brasil, nunca poderia imaginar que um dia realizaria uma palestra sobre Korfebol em um presídio. Mas em nossa profissão, e como tudo na vida, nunca podemos dizer “nunca”. Em 2008, através do Dr. João Delphim, psicólogo que coordena o Projeto Vida do Complexo Penitenciário BANGU 3 (Esmeraldino Bandeira), fui convidado a palestrar sobre Korfebol. Confesso que sempre gostei de grandes desafios em minha vida, tanto que resolvi divulgar o Korfebol no país do futebol e também do vôlei, sempre enfrentando grandes dificuldades, preconceitos, desconfianças etc., porém também sendo ajudado por muitas pessoas que torcem pelo sucesso da modalidade e em especial do meu trabalho, que eu classifico como “missão”. Dizer que não senti insegurança por estar em um ambiente totalmente desconhecido, do qual só sabia informações por filmes, jornais e noticiários de TV, seria mentira, mas o desafio falou mais alto e acabei aceitando o convite de levar aos presos um pouco de alegria e tentar através do Korfebol e suas regras pedagógicas diminuir sua agressividade e aumentando o bom convívio entre eles.

 

O projeto que se desenvolve no Presídio Bangu 3 denominado “Projeto Vida” é muito interessante, pois possibilita aos presos de bom comportamento de poderem participar de atividades esportivas, e sócio-culturais. Existe uma equipe multidisciplinar, composta de professores, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e terapeutas ocupacionais, que monitoram o bom andamento do projeto. O que mais me surpreendeu no tempo em que estive lá, foi que lá os presos permanecem soltos, ou seja, o que para mim seria uma forma de incentivo a fuga, na verdade para eles não era. Questionei o Diretor do Presídio se haviam fugas e o mesmo mencionou que seria uma tremenda “falta de inteligência” tentar fugir já que todos que estavam ali estavam prestes e sair e gozavam de regalias, ou seja, seria dar um tiro no próprio pé.
Ao chegar ao presídio, deparei-me com uma cena que me comoveu… 20 presos estavam sendo transferidos, sendo que aproximadamente 8 eram idosos de 70 anos, que estavam algemados em dupla com presos mais novos e tinham muita dificuldade para entrar no furgão de transferência. Por alguns momentos pensei em ajudá-los a subir, porém a emoção tomou conta e mal conseguia caminhar naquele momento. Olhos embaçados ao ver uma cena comovente, mesmo sabendo que eram criminosos. Fui muito bem recebido na escola e por todos os presos que cruzei no trajeto da entrada do presídio até o local da palestra. Todos sorriam e demonstravam alegria por ter um visitante. Pude observar que existiam muitos estrangeiros, entre eles angolanos, búlgaros, alemães, sul-africanos e holandeses, conterrâneos do Korfebol. Concluí que estariam presos devido ao tráfico de drogas internacional. Fui conduzido pelo psicólogo até uma sala de aula preparada com data show e carteiras para receber meus novos alunos de Korfebol. Nesse momento fiquei um pouco receoso, pois eles não sabiam que naquele dia não iriam jogar futebol, e poderiam se revoltar e não prestigiarem a palestra. Em minha vida acadêmica participei de vários projetos sociais, trabalhando com muito sucesso em comunidades carentes no Rio de Janeiro (Vila do João, Nova Holanda, Vila Cruzeiro, Choppinho de Olaria e Fernão Cardim) algumas dessas bem famosas pela violência e tráfico de drogas. Busquei sempre fazer um bom trabalho e levar um conceito diferente a todos os participantes do projeto Esporte, Cidadania e Korfebol. Nem sempre conseguia obter sucesso com Esportes e Cidadania devido a problemas externos, porém o Korfebol sempre era sucesso nas comunidades, tanto que certa vez deixei de ser assaltado em um ônibus por ser reconhecido como o “Marcelo do Korfebol”. Pensei que meu desafio naquele momento era motivar os presos da mesma forma que motivava meus alunos nas comunidades. Tenho é muita determinação, e amor pelo Korfebol e pela profissão de educador físico. E talvez esse amor transborde e acabe motivando as pessoas a jogarem Korfebol. Em 15 minutos de palestra teórica eu já tinha conquistado os presos com meu lado brincalhão, quebrando o clima de tensão que, se existia, ali tinha acabado. Acredito que ali os tinha conquistado.
Eu tinha aproximadamente 50 minutos para realizar todas as atividades com os detentos, regras básicas e realização dos jogos, dos 40 presos apenas 20 se dispuseram participar dos jogos, o que particularmente facilitou ainda mais minha missão. Os novos alunos entenderam rapidamente a filosofia do jogo (não contato físico, não progressão com a bola, deslocamentos rápidos para envolver o adversário) apenas tiveram a dificuldade natural de acertar a bola na cesta, o que foi rapidamente assimilado quando realizei treinamento de 10 minutos do fundamento arremesso. O que era para ser uma aula de 50 minutos acabou virando um curso de Korfebol de 3 horas. Tanto que os presos não queriam parar de jogar e o Diretor do presídio acabou descendo para conhecer de perto o Korfebol. Nesse momento por estar treinando os presos não notei a aproximação do diretor que ao final do evento mandou me chamar para elogiar o trabalho e a maneira como deixei os presos motivados, sendo que nos convidou para retornar em 2009 e realizarmos um jogo para a ala feminina e no segundo semestre realizarmos o primeiro jogo unindo a ala feminina com a ala masculina.
Nesse período em que estive no presídio fui apresentado ao colega de profissão Professor Sidnei da Silva que realiza um excelente trabalho, mostrando que nem tudo está perdido e que o Brasil não é apenas o país do futebol. Existem outras formas de prática desportiva e que mesmo com dificuldades podemos trabalhar e ensinar tudo que aprendemos na Universidade.

Dica Cultural: Peça Teatral “Doce pássaro da Juventude”

Olá amigos que curtem meu blog, dessa vez vou indicar essa peça Teatral com a Diva Vera Fischer e grande elenco. Maravilhosa a peça, o entrosamento dos atores e atrizes, adorei, grande espetáculo que eu recomendo a todos. Inclusive realizei meu sonho de conhecer e tietar a grande “Deusa” Vera Fischer, observem meu sorriso na foto (lol).

O CLÁSSICO DOCE PÁSSARO DA JUVENTUDE
Teatro Carlos Gomes Praça Tiradentes –Centro – Rio de Janeiro
Quinta (02/11) às 19H
Sexta (03/11) às 19H
Sábado (04/11) às 19H
Domingo (05/11) às 18H

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Sinopse:

Alexandra Del Lago é uma atriz decadente, inteligente, ególatra, talentosa, manipuladora e sem censura alguma. “A personagem é uma experiente artista, que se olha no espelho e enxerga uma velha fracassada. Com isso, foge para o interior e acaba conhecendo um homem mais novo, que almeja poder e sucesso”, detalha Vera, que produz o espetáculo, junto com Luciano Borges e Edson Fieschi. O ator Pierre Baitelli é o jovem galã ambicioso Chance Wayne, interpretado no cinema por Paul Newman.
“A Vera escolhe personagens certos, sabe o que falar e se conhece muito bem”, conta o Gilberto Gawronski. A peça faz ensaios abertos, de 5 a 8 de outubro, no Teatro Carlos Gomes, a preços populares – 20 e 40 reais – e estreia no próximo dia 12.
A trama se passa na década 1950, no sul dos Estados Unidos, em meio ao surgimento do KuKluxKlan, época marcada pela oposição aos movimentos civis, violência e discriminação racial. “Me identifiquei muito com a personagem, é como se o Tennessee fosse meu amigo e tivesse escrito tudo isso para mim”, conta Vera, que,além de Baitelli, divide o palco com Mario Borges, Ivone Hoffmann, Bruno Dubeux, Clara Garcia, Dennis Pinheiro, Juliana Boller, Pedro Garcia Netto e Renato Krueger.
A proposta da montagem é fazer uma encenação realista que trabalhe os signos teatrais: “A personagem Celeste (Juliana Boller) é uma figura cheia de luz, BossFinley (Mario Borges) é o chefe, enquanto Chance (Pierre Baitelli) é a sorte”, explica Gawronski, que trabalha pela primeira vez com um texto do autor. O cenário assinado por Mina Quental é um espaço neutro, onde a cama e o palanque político são o mesmo lugar, fazendo uma metáfora entre sexo e poder. O figurino, de Marcelo Marques, remete aos anos 50, apenas o essencial entra em cena. A trilha sonora original foi especialmente desenvolvida para o espetáculo por Alexandre Elias.
“Nos inspiramos no cinema americano da década de 50. Entre músicas, canções e vinhetas, misturamos instrumentos como saxofone, baixo acústico e piano com a música eletrônica”, explica Elias, ganhador dos prêmios Shell e Bibi Ferreira pela direção musical de “Gonzagão, a Lenda”.
Vera ainda destaca a sua satisfação pessoal pelo projeto em meio a uma crise financeira e cultural no país. “Estamos fazendo uma peça grandiosa. Todos estão muito felizes, pois ninguém está contratando dez atores para fazer um espetáculo atualmente”.Trabalhando como uma companhia de teatro, o diretor destaca a união de todos a serviço de Tennessee: “Temos o mesmo objetivo, o trabalho é colaborativo. O que nos une é a dramaturgia”.
Sobre Vera Fischer:
Vera Fisher se define como “um bicho de teatro”. Ela lembra a primeira vez que pisou no palco: “eu achava que teatro tinha que ser feito por atrizes quase deusas. Achava tão importante estrear que tive uma gastrite nervosa no meu primeiro espetáculo”. Miss Brasil em 1969, logo iniciou sua trajetória artística. Estreou em novelas em 1976. O primeiro trabalho foi “Espelho Mágico”, de Lauro César Muniz. Foi premiada em 1977 e 1982 como melhor atriz pelos filmes “Amor Estranho Amor” e “Intimidade”. “Pisar no palco é comigo mesmo”, diz a atriz que produziu a primeira peça, em 1983, “Os Desinibidos”, de Roberto Athayde. Em 1984, encenou “Negócios de Estado”, de Louis Verneuil. Em 1992, fez uma Lady Macbeth apaixonada em “Macbeth”, releitura de Shakespeare de Ulysses Cruz. Quando quis mostrar o universo de Eugene O’Neill, Vera representou, em 1994, a tragédia “Desejo”. Seu encontro com Tennessee Williams se deu em 2000, quando atuou e produziu a peça “Gata em Teto de Zinco Quente”, sucesso em todo o Brasil. Seus últimos trabalhos no teatro foram “Relações Aparentes”, em 2016, e “Ela é o Cara”, uma comédia surrealista, que terminou temporada em maio de 2017. Vera ainda lançou quatro livros e pintou mais de 200 quadros.
Ensaios abertos: dias 05, 06, 07 e 08 de outubro *(preço promocional: R$40,00
Estreia: dia 12 de outubro
Ficha Técnica:
Texto: Tennessee Williams
Tradução: Clara Carvalho
Adaptação: Marcos Daud
Direção: Gilberto Gawronski
Elenco: Vera Fischer, Pierre Baitelli, Mario Borges, Ivone Hoffmann, Bruno Dubeux,Clara Garcia, Dennis Pinheiro, Juliana Boller, Pedro Garcia Netto, Renato Krueger
Cenário: Mina Quental
Figurinos: Marcelo Marques
Iluminação: Paulo César Medeiros
Trilha sonora original: Alexandre Elias
Fotos estúdio: Marcelo Faustini
Produção Executiva: Joana D´Aguiar
Produção Geral: Luciano Borges e Edson Fieschi
Realização: Borges &Fieschi Produções Culturais
Assessoria de Imprensa: Barata Comunicação

Dias, horários e valores: 
Quinta às 19:00 – R$ 60,00 (Valor inteira)
Sexta às 19:00 – R$ 60,00 (Valor inteira)
Sábado às 19:00 – R$ 60,00 (Valor inteira)
Domingo às 18:00 – R$ 60,00 (Valor inteira)

Duração: 110 minutos

Temporada: 
De 05/10/2017 Até 26/11/2017

Contato: 
(21) 2224-3602

Classificação: 
14 anos

 

100 Mulheres: Korfebol brasileiro – o jogo para combater o sexismo no esporte?

Crianças da escola em babadores esportivos amarelos posam para a câmera, e uma garota detém uma bola
Crianças no Instituto Geremario Dantas gostam de jogar em equipes mistas

É uma cena típica da escola – equipes de crianças em coletes vermelhos, verdes e amarelos jogando esporte competitivo.

Mas há uma diferença impressionante – o esporte que eles estão jogando no Instituto Geremario Dantas no Rio de Janeiro é aquele em que as equipes são constituídas por meninos e meninas.

Korfball/corfebol, inventado no início do século 20, é descrito como o único verdadeiro jogo de bola de gênero misturado.

As regras do jogo significam que as crianças neste salão de esportes da escola no Brasil são encorajadas a brincar juntas.

“Eu realmente gosto porque você pode jogar com meninos e meninas”, diz Giovanni, de 11 anos. “É um esporte que permite a todos jogar – meninos, meninas e pessoas com diferentes habilidades.

“Somos todos diferentes e somos bons em coisas diferentes, mas neste jogo todos podemos jogar”.

Toda essa semana, as mulheres da BBC 100 estão buscando maneiras de enfrentar o sexismo no esporte.

De uma enorme diferença de remuneração entre homens e mulheres em muitas disciplinas, para as audiências femininas mais pequenas assistindo esportes televisivos, para as meninas que abandonam a educação física na escola – há muitos problemas quando se trata de levar as mulheres ao esporte.

Mas estamos desafiando um grupo de mulheres a encontrar formas de abordar esta questão. Korfball é uma das respostas?

As crianças jogam Korfball, e algumas delas têm as mãos no ar quando uma bola voa sobre a cabeça perto do gol amarelo, no alto do ar
jogo é semelhante ao netball e basquete

“Korfball quebra o estereótipo de que meninos e meninas não podem brincar juntos e que as mulheres são o sexo mais fraco”, diz Sheila Duarte, professora do Instituto Geremario Dantas.

“Isso mostra que as meninas também podem jogar jogos de bola junto com os meninos

John, 12, diz que “ama” o korfebol. Por quê? “É um jogo que tem muito movimento e você pode brincar com meninas”, diz ele.

O jogo pode ser jogado dentro ou ao ar livre em uma quadra e o objetivo é jogar a bola pelo objetivo, ou “korf”, uma cesta de plástico em um poste a 3,5 m acima do solo.

Os Países Baixos são a equipe dominante no cenário mundial, mas o jogo está aumentando em popularidade em todo o mundo.

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Image copyrightGETTY IMAGES

Korfebol Brasileiro – Como jogar

  • O Brasil criou diversas formas de se jogar Korfebol, justamente para que o jogo se adapte ao público que está praticando. Baseado nas regras do Korfball/Corfebol competitivo criado na holanda, iniciativa essa do professor Marcelo Soares, mais conhecido como “Marcelo Korfebol”.
  • Cada equipe é composta por quatro jogadores do sexo masculino e quatro do sexo feminino, ou até mais jogadores, tudo vai depender do espaço a ser utilizado, o ideal seria 40 x 20 metros.
  • Não é permitido o contato físico em hipótese nenhuma, bem diferente do Korfball/corfebol do resto do mundo que permite o “contato físico moderado” !? o que acaba afastando pessoas que não curtem muito a proximidade, e que também privilegia os mais “fortes”, estatura elevada.
  • O esporte tem semelhanças tanto com o netball, handebol com o basquete. Os jogadores marcam pontos através de arremessoas a cesta que se chama “Korfe”
  • De posse de  bola, você só pode mover um pé e pode girar no outro. Você não pode driblar ou correr com a bola o que torna o jogo cooperativo, todos tem que passar e receber, desenvolvendo a coletividade do grupo.
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Mas, embora as regras do korfebol tornem perfeito para integrar meninos e meninas, em termos de popularidade nas escolas, muito menos como esporte de espectadores, ainda é prejudicado por esportes tradicionais, como futebol, tênis, críquete e basquete.

Estes são os esportes que atraem grandes públicos, grandes ofertas de patrocínio e celebridades mundiais.

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Logotipo 100 Women Challenge

O que é 100 mulheres?

BBC 100 Women nomeia 100 mulheres influentes e inspiradoras em todo o mundo todos os anos. Em 2017, estamos desafiando-os a enfrentar quatro dos maiores problemas que as mulheres enfrentam hoje – o teto de vidro, o analfabetismo feminino, o assédio em espaços públicos e o sexismo no esporte.

Com sua ajuda, eles estarão chegando com soluções da vida real e queremos que você se envolva com suas idéias. Encontre-nos no Facebook , Instagram e Twitter e use # 100Women


“Não consigo pensar em nenhuma outra indústria que tenha uma diferença tão salarial”, diz Beatrice Frey, gerente de parceria esportiva da UN Women. “Dependendo do contexto do país e do esporte, um homem pode ser bilionário, e uma mulher [na mesma disciplina] não pode sequer obter um salário mínimo”.

Entre os 100 maiores atletas de maior rendimento, há apenas uma mulher – ten do tenia Wiliams.

E enquanto o korfebol brasileiro é popular entre as crianças desta escola do Rio, há oportunidades limitadas para transformá-la em carreira, mesmo para os melhores jogadores.

Meninas na linha lateral batem palmas e torcem
Korfebol brasileiro ainda não se tornou um esporte bem sucedido para espectadores, mas é popular aqui

“São apenas duas horas de esporte”, diz Beatriz Vaz, uma jogadora de futebol profissional e membro da equipe das 100 mulheres que examina a questão do sexismo no esporte.

Para ela, o problema é muito mais enraizado. Os sistemas, não apenas os esportes escolares, devem mudar.

100 Mulheres: As jogadoras que desafiam o machismo no universo dos games

Créditos BBC.com
http://www.bbc.com/portuguese/internacional-38031158
Steph Harvey
Image captionSteph Harvey sofre abusos recorrentes, incluindo ameaças de estupro, quando joga

Pouquíssimas mulheres conseguem entrar no mundo profissional dos games. E as que conseguem frequentemente têm de encarar abusos e diferenças salariais em relação aos homens. A BBC conversou com duas importantes jogadoras para esta reportagem, a primeira que publicamos da edição deste ano do 100 Mulheres* (entenda o projeto em quadro abaixo) – elas contaram como lutam contra a discriminação e encorajaram outras mulheres a entrar nesse universo.

Na última segunda-feira, um importante prêmio da indústria de competições online foi realizado em Londres. A ideia era homenagear os principais nomes da categoria – mas nenhuma mulher foi indicada.

Essas competições, também conhecidas como e-sports, crescem em ritmo acelerado. A previsão de receitas para 2016, segundo a consultoria Deloitte, deve crescer em 25%, chegando a US$ 500 milhões (aproximadamente R$ 1,6 bilhão).

O número de interessados deve chegar a 150 milhões de pessoas em todo o mundo.

Diferentemente dos esportes tradicionais, não há vantagens físicas – ainda que os jogos mais populares sejam dominados pelos homens.

Competição de jogos on-line
Image captionTorneios femininos estão trazendo mais mulheres para essa indústria milionária

Uma pesquisa recente do instituto Pew mostra que homens e mulheres se dizem igualmente interessados por videogames, mas eles se dizem “jogadores” duas vezes mais que elas.

Quando o assunto é competir, o número de mulheres despenca.

Steph Harvey é uma das jogadoras mais bem-sucedidas do planeta. Ela diz que o número de mulheres nos e-sports gira em torno de 5% e que a principal razão seria o estereótipo ligado às jogadoras.

“Ainda é um ‘clube do bolinha’, então, como mulher, você é automaticamente julgada por ser diferente”, ela diz.

Abusos online são frequentes na comunidade de jogadores há anos. Especialmente em 2014 e 2015, o tema ganhou destaque no episódio conhecido como Gamegate, quando mulheres e também homens reclamaram publicamente desse tipo de assédio.

Steph diz que sofreu ameaças online de estupro no passado. “A forma com que sofro esses abusos tem a ver com o que eles fariam com o meu corpo de verdade. Eles acham que eu não mereço estar ali porque supostamente eu uso minha sexualidade – é extremamente agressivo.”

Ela diz que começou a perder motivação com o trabalho na comunidade de jogos online e afirma que muitas vezes pensa: “Por que eu faço isso se a minha comunidade me odeia?”

Mas ela mesma responde: “Porque eu sou feminista. Porque acredito que as mulheres têm um lugar no jogo”.

Julia Kiran (centro) e seu time
Image captionJulia Kiran (centro) lidera o principal time de jogadoras de e-sports do mundo

Julia Kiran é a líder do Team Secret, que em outubro se tornou o principal time feminino do mundo.

Ela acha que isso reflete uma atitude comum: “Sempre se achou que times femininos não fazem parte da ‘cena’ profissional. Os jogadores homens nos tratam como se fossemos algo paralelo, que não conta.”

Uma das soluções encontradas tem sido a criação de times femininos e torneios voltados apenas para mulheres.

Esse foi o caminho de Steph: “Eu sou prova de que isso ajuda de verdade, porque vi mulheres competindo e pensei: ‘quero ganhar essa copa do mundo’. É muito mais intenso ser inspirado por alguém com quem você se identifica.”

Mas os torneios femininos também estão cheio de controvérsias. Muitas jogadoras, incluindo Julia, acreditam que eles reforçam divisões entre gêneros.

“Seria ótimo ver algo em que homens e mulheres estão trabalhando juntos”, diz.

Ainda há um abismo enorme entre os rendimentos de homens e mulheres em torneios e patrocínio.

Os ganhos dos principais jogadores homens ultrapassam US$ 2,5 milhões, enquanto as principais jogadoras não alcançam US$ 200 mil. Os times femininos rendem menos, o que faz com que consigam menos patrocínios e uma cobertura inferior na imprensa.

Steph espera que grandes empresas passem a apoiar torneios femininos e jogadoras, “porque no fim das contas você precisa de dinheiro para competir”.

“Ultimamente, a sensação é que o objetivo é extinguir os torneios femininos, como se não houvesse razão para eles existirem.”

Igualdade

A Twitch, uma página de jogos online da Amazon, está trabalhando para atacar abusos no site.

Steph também criou sua própria solução: a organização Misscliks, plataforma que promove ícones femininos no mundo dos jogos.

A falta de jogadoras entrando para o mundo profissional também está conectada, segundo Steph, à história do desenvolvimento dos jogos, que sempre foi dominada por homens.

Mesmo que os e-sports não exijam habilidades físicas, “eles se focam em noções de espaço, reflexos e características que normalmente são mais fortes em homens”, ela conta.

Steph quer ver mais desenvolvedoras mulheres criando os jogos, o que poderá se refletir em mais mulheres inspirando outras a jogarem.

“Assim veremos o universo dos jogadores populares se tornando mais diverso. Se eu puder inspirar uma pessoa, já terá valido a pena.”

A BBC está revelando sua lista de 100 mulheres inovadoras e inspiradoras de 2017 – e nove delas são brasileiras.

CRÉDITOS DA MATÉRIA http://www.bbc.com/portuguese/geral-41421238

Menina jogando futebol

A BBC está revelando sua lista de 100 mulheres inovadoras e inspiradoras de 2017 – e nove delas são brasileiras.

Em sua quinta edição, porém, a iniciativa anual 100 Women resolveu mudar seu formato: em vez de 100 mulheres, a lista conta com apenas 60. As outras 40 posições serão ocupadas em outubro por mulheres que aceitarem o desafio de promover alguma mudança durante esta edição da série.

A série anual da BBC desta vez quer ajudar as mulheres a promoverem alguma mudança. Para isso, aceitamos sugestões dos leitores sobre soluções reais para problemas que fazem parte da vida das mulheres. Para participar, basta usar a hashtag #100Women nas redes sociais ou enviar uma mensagem para o perfil da BBC Brasil no Facebook com a sua ideia ou sugestão de mulher inspiradora ou inovadora.

Neste ano, algumas das mulheres na lista vão fazer parte do “Desafio das 100 Mulheres”, realizado em quatro diferentes cidades nas quatro semanas de outubro com o objetivo de discutir alguns dos principais problemas envolvendo as mulheres ao redor do mundo.

Em quatro grupos diferentes, nossas selecionadas vão compartilhar suas experiências e criar formas inovadoras para enfrentar os seguintes desafios:

. O ‘teto invisível’ que impede mulheres de ascenderem na profissão – #TeamLead

. Analfabetismo feminino – #Teamread

. Assédio nas ruas – #Teamgo

. Sexismo no esporte – #Teamplay

As brasileiras têm forte presença na lista deste ano, com nove selecionadas, quase todas ligadas ao mundo esportivo.

Coincidentemente, o Rio de Janeiro foi a cidade escolhida para sediar o evento marcado para a última semana de outubro, focado no sexismo no esporte.

Confira as brasileiras da lista.

1. Adriana Behar

Adriana BeharDireito de imagemADRIANA BEHAR

O que faz: Gerente-Geral de Planejamento e Relacionamento com as Confederações do Comitê Olímpico do Brasil (COB)

Idade: 48

Medalhista de prata no vôlei de praia nas Olimpíadas de Sydney (2000) e Atenas (2004), Behar dedica-se a fomentar o esporte desde 2011 como membro do Comitê Olímpico brasileiro (COB).

Frase“Algumas pessoas querem que algo aconteça, outras desejam que aconteça, outras fazem acontecer”Michael Jordan, ex-jogador de basquete.

2. Claudianny Drika

Claudianny DrikaDireito de imagemCLAUDIANNY DRIKA

O que faz: treinadora de futebol

Idade: 21

Drika não é qualquer treinadora de futebol: ela se dedica a ensinar o esporte a crianças da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Por meio do esporte, inspira os mais jovens a alcançar seu verdadeiro potencial.

Frase:“Não tema a tormenta porque o sol sempre sai. Brilhe e mantenha-se forte como uma rocha que você vai aguentar tudo”.

3. Soffia Gomes da Rocha Gregorio Correa (MC Soffia)

Soffia Gomes da Rocha Gregorio CorreaDireito de imagemSOFFIA GOMES DA ROCHA GREGORIO CORREA

O que faz: música

Idade: 13

Apesar da pouca idade, MC Soffia dedica-se ao rap há sete anos, abordando temas importantes, como o empoderamento das jovens negras.

A paulistana alcançou fama internacional ao se apresentar na cerimônia de abertura das Olimpíadas do Rio 2016.

Frase“Meu cabelo não é duro; duro é o seu preconceito!”.

4. Maíra Liguori

Maira LiguoriDireito de imagemMAIRA LIGUORI

O que faz: diretora de ONG

Idade: 37

Liguori comanda o Think Olga, uma ONG dedicada a empoderar as mulheres por meio de uma poderosa arma: a informação.

Frase“O esporte é muito amplo para ser apenas reduzido a estar em forma e bonita. Faço exercício porque amo meu corpo e não porque o odeio, não porque seja um problema que precise ser consertado”.

5. Fernanda Nunes

Fernanda NunesDireito de imagemFERNANDA NUNES

O que faz: remadora olímpica e blogueira

Idade: 32

Além de colecionar prêmios – já foi campeã brasileira, pan-americana, sul-americana e latino-americana de remo, Nunes é também blogueira e ativista, promovendo a igualdade de gênero no esporte.

Frase“A força não vem com a capacidade física; vem com uma vontade indomável”, Mahatma Gandhi.

6. Ana Luiza Santos de Andrade

Ana Luiza Santos de AndradeDireito de imagemANA LUIZA SANTOS DE ANDRADE

O que faz: estudante e jogadora de futebol

Idade: 12

Aos quatro anos, Andrade começou a jogar futebol e, desde então, sonha com o momento em que as meninas e os meninos joguem o esporte pelos quais são apaixonados em igualdade de condições.

Frase“Nunca abandone seus sonhos”.

7. Luiza Travassos

Luiza TravassosDireito de imagemLUIZA TRAVASSOS

O que faz: estudante e jogadora de futebol

Idade: 13

Desde pequena, Travassos joga futebol e sonha em se tornar jogadora profissional, assim como ver o esporte prosperar. Enquanto isso, estuda e escreve um blog para a emissora ESPN, no qual fala de seu cotidiano e de sua paixão por futebol.

Frase“O futebol é para todos sem distinção de gênero. Eu jogo como uma menina e sou orgulhosa disso”.

8. Beatriz Vaz e Silva (Bia Vaz)

Beatriz Vaz E SilvaDireito de imagemBEATRIZ VAZ E SILVA

Função: jogadora de futebol e treinadora

Idade: 32

Ex-jogadora Seleção Brasileira de futebol feminino, Vaz continua atuando como jogadora profissional (no ano passado ganhou o Brasileirão com o Flamengo). Além disso, divide-se também entre as funções de treinadora e ativista pelos direitos das mulheres no esporte.

Frase“Desistir? Eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério. É que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça”, Cora Coralina (escritora brasileira)

9. Nora Rónai

Nascida em Fiume, na Itália, cidade que hoje faz parte da Croácia, Rónai mudou-se para o Rio de Janeiro quando sua terra natal foi devastada pelo governo fascista de Mussolini.

Como judia, foi impedida de frequentar a escola. No Brasil, tornou-se arquiteta, casou-se com o filólogo, tradutor e escritor Paulo Rónai e teve duas filhas, Cora Rónai, jornalista, e Laura Rónai, musicista e crítica. Nora sempre gostou de nadar. Em agosto de 2014, ganhou seis medalhas de ouro no Campeonato Mundial de Masters em Montreal, Canadá.

No mesmo ano, lançou dois livros. O primeiro, O Roubo da Varinha de Condão e Outras Histórias, é uma coletânea de contos infantis, baseados nas histórias que contava para suas filhas e netas quando eram crianças. O segundo, Memórias de Um Lugar Chamado Onde, é uma autobiografia, onde narra parte de sua infância na Europa e a vinda de sua família ao Brasil, fugida da guerra.

FraseNão sou inspirada por frases, estou vivendo, quando algo acontece nadar me alivia. Não preciso de inspiração para viver. Eu vivo.