Comitê olímpico australiano encontra péssimas condições em quartos e diz que Vila dos Atletas está ‘inabitável’ Leia

Comitê olímpico australiano encontrou vazamentos e problemas nas instalações elétricas

al abriram-se as portas da Vila Olímpica para os atletas, neste domingo, para surgirem as primeiras críticas sobre as condições do local. O Comitê Olímpico Australiano emitiu uma nota afirmando que a vila, que fica no Recreio, Zona Oeste do Rio, está “inabitável”, com problemas hidráulicos, elétricos e também nas instalações de gás encanado.

No comunicado, o AOC, sigla em inglês do comitê, afirma que os atletas australianos podem ser obrigados a ficar em hotéis devido aos problemas. “Um dia antes da chegada dos primeiros atletas do país ao Brasil, a vila está infestada de problemas, incluindo vazamentos, sanitários e chuveiros bloqueados, e inundações”.

O Comitê afirma que o comitê organizador dos Jogos escalou centenas de trabalhadores para corrigir os problemas, mas diz que não tem certeza se o local terá condições de ser habitado pelos atletas. De acordo com o AOC, atletas australianos de boxe e canoagem já chegarão ao Rio nesta segunda-feira.

Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/comite-olimpico-australiano-encontra-pessimas-condicoes-em-quartos-diz-que-vila-dos-atletas-esta-inabitavel-19775667.html#ixzz4FLCMoeTf

Rio de Janeiro decreta “estado de calamidade Pública”

O governador em exercício, Francisco Dornelles (PP), aponta estado crítico “em razão da grave crise financeira no Estado do Rio de Janeiro, que impede o cumprimento das obrigações assumidas em decorrência da realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016”.

Estúdio de Transmissão da Olimpíada. Foto: Fábio Motta/Estadão

Atualizada às 17h34

A 49 dias dos Jogos Olímpicos, o governo do Estado do Rio de Janeiro decretou estado de calamidade pública nesta sexta-feira, 17, no Diário Oficial Estadual. O texto assinado pelo governador em exercício, Francisco Dornelles (PP), apontou a “grave crise financeira no Estado do Rio de Janeiro, que impede o cumprimento das obrigações assumidas em decorrência da realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016”.

 

O governo também argumenta que a crise econômica “vem acarretando severas dificuldades na prestação dos serviços públicos, na saúde, na educação, na mobilidade e na gestão ambiental”. Até as 17 horas desta sexta, a assessoria do governo não sabia detalhar as consequências práticas dessa medida.

Pelo artigo 2º do decreto, as autoridades competentes ficam autorizadas a “adotar medidas excepcionais necessárias à racionalização de todos os serviços públicos essenciais” para a realização das Olimpíadas do Rio.

Dornelles. Foto: Divulgação
Francisco Dornelles. Foto: Divulgação

O artigo 3º prevê que “as autoridades competentes editarão os atos normativos necessários à regulamentação do estado de calamidade pública para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016”.

Por fim, o artigo 4º determina que o decreto entrará em vigor na data de sua publicação, ou seja, nesta sexta-feira.

Para justificar a medida, o governo estadual elencou oito itens: “a grave crise econômica que assola o Estado do Rio de Janeiro”; “a queda na arrecadação, principalmente a observada no ICMS e nos royalties e participações especiais do petróleo”; “os esforços de reprogramação financeira já empreendidos para ajustar as contas estaduais”; “que a crise vem impedindo o Estado do Rio de honrar seus compromissos para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos”; “que tal fato vem acarretando severas dificuldades na prestação dos serviços públicos essenciais e pode ocasionar ainda o total colapso na segurança pública, na saúde, na educação, na mobilidade e na gestão ambiental”; “que a interrupção da prestação de serviços públicos essenciais afeta sobremaneira a população”; “que já nesse mês de junho as delegações estrangeiras começam a chegar na cidade do Rio, a fim de permitir a aclimatação dos atletas para a competição que se inicia no dia 5 de agosto”; e que “os eventos possuem importância e repercussão mundial, onde qualquer desestabilização institucional implicará um risco à imagem do país de dificílima recuperação”.

Os governos federal e estadual estudam desde a semana passada uma saída legal para que a União preste socorro financeiro emergencial ao Rio de Janeiro, a fim de garantir recursos ainda pendentes para a Olimpíada, além do dinheiro para pagar salários atrasados de servidores.

Na noite desta quinta-feira, 16, Dornelles reuniu-se com o presidente da República em exercício, Michel Temer (PMDB), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, em jantar no Palácio do Jaburu, em Brasília. Estavam presentes também o prefeito Eduardo Paes (PMDB) e o presidente da Assembleia Legislativa e do PMDB-RJ, Jorge Picciani. Estava em estudo a edição de duas medidas provisórias para permitir a liberação de recursos da União para o Estado, que pleiteia R$ 3 bilhões em verba federal.

Além do pagamento de salários de funcionários públicos, os recursos serão usados para pagar benefícios de policiais militares, como o Regime Adicional de Serviço (RAS), e para a conclusão da linha 4 do metrô, que fará a ligação entre Barra da Tijuca (zona oeste) e Ipanema (zona sul). O governo planejava usar como argumento para as duas medidas provisórias a situação crítica das finanças do Estado, agora explicitada com a decretação do estado de calamidade pública no setor. As MPs seriam usadas porque têm efeito imediato e já passam a vigorar enquanto tramitam no Congresso.

Salários atrasados. Neste mês de junho o governo do Rio voltou a atrasar o pagamento de salários dos servidores ativos, inativos e pensionistas do Poder Executivo. Sem dinheiro em caixa para pagar integralmente os vencimentos de maio, o Estado anunciou que quitaria apenas 70% da folha de pagamento no último dia 14, com desembolso de R$ 1,1 bilhão.

O atraso atinge 393.143 mil servidores. Apenas os 85.737 funcionários ativos da secretaria de Educação receberam integralmente no dia 14. Até agora não há data para pagar o valor restante – o governo fluminense anunciou que a data seria informada nesta semana.

O Estado do Rio definiu uma conta para o cálculo da primeira parcela de cada servidor. Foi decidido que os trabalhadores receberão no dia 14 R$ 1.000 mais 50% da diferença entre o valor líquido do seu vencimento e a parcela de R$ 1.000. Um servidor que recebe, por exemplo, R$ 4.000 líquidos, terá depositados R$ 1.000 mais R$ 1.500 (valor corresponde à metade da diferença entre R$ 4.000 e R$ 1.000).

Os servidores ativos da Educação serão pagos com recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que, de acordo com o governo estadual, podem ser destinados apenas aos servidores da ativa.

Não é a primeira vez que o Estado do Rio atrasa o pagamento dos servidores. Em abril decidiu postergar para maio o pagamento dos vencimentos de março de parte dos servidores aposentados e pensionistas. Em ação movida pela Defensoria Pública, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) bloqueou R$ 649 milhões de contas bancárias do Estado para regularizar esse pagamento.

Os vencimentos foram pagos, mas o governo recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que os recursos depositados nas contas eram oriundos de financiamentos para investimentos e não poderiam, por lei, ser usados para pagar folha de pessoal.

IMPRENSA AMERICANA CHAMA DE ‘ESGOTO’ AS ÁGUAS DO RIO E PEDE PROVAS EM OUTRO PAÍS

The New York Times critica poluição na Baía da Guanabara e temendo pela saúde dos atletas pede provas em outro país.

Jornal americano chama as águas do Rio de esgoto e pede provas em outro país

“Atletas não deveriam ter que nadar em meio ao esgoto para perseguir seus sonhos olímpicos. Algo precisa ser feito para protegê-los” Esta foi a afirmação feita pela ex-nadadora, Lyne Coxx, em artigo publicado nesta sexta-feira, dia 6, pelo jornal Americano The New York Times. A ex-competidora fez duras críticas ao alto grau de poluição das águas da Baía de Guanabara, um dos locais que servirão de palco para as muitas provas aquáticas que irão fazer parte dos Jogos Olímpicos de 2016, noRio de Janeiro.

Lyne Coxx  já foi nadadora de provas de longas distâncias, antes mesmo deste tipo de competição entrar para o rol das provas que fazem parte das Olimpíadas. No artigo escrito pela ex-atleta, fica clara a sua preocupação com os competidores  que irão que disputar provas tanto na Baía da Guanabara, quanto nas águas da praia de Copacabana. De acordo com a mesma, qualquer atleta, seja nadador de maratonas, triatletas e velejadores correm o sério risco de adoecerem, caso entrem em contato com as águas deste locais.

Coxx afirmou que todo o esgoto da região metropolitana do Rio desemboca em plena Baía e daí, vai direto para as águas de Copacabana. Ele afirma que a quantidade de dejetos eliminada diariamente daria para encher cerca de 480 piscinas de porte olímpico.

 De acordo com o jornal americano, um especialista da Universidade Feevale, o professor Fernando Spilki foi contratado para analisar as condições das águas destes locais.  Após os testes, ficou comprovado que a quantidade de coliformes fecais presentes nestas áreas era extremamente alta, o que muito provavelmente poderia contaminar a quem entrasse em contato com as mesmas.

A  atleta também faz críticas ao Comitê Olímpico Internacional e cobra medidas urgentes por parte de seu presidente, Thomas Bach, para que as provas possam ser transferidas para locais que ofereçam mais segurança para a saúde dos atletas, além de condições mais justas.

A ex-competidora alerta para o fato de que, competir em locais como a Baía da Guanabara, poderá pôr tudo a perder para muitos atletas que se prepararam quase uma vida inteira para competirem nos Jogos Olímpicos. “Os eventos aquáticos precisam ser transferidos para águas limpas – e isso não pode ser encontrado no Brasil, então eles precisarão transferir para outro país”, afirmou Coxx, embora não haja nenhum precedente em Olimpíadas de que competições possam ser disputadas em dois países diferentes.

Coxx chama a atenção para o fato de que, a menos de cem dias para o início do evento, a organização do evento poderá sair prejudicada em virtude da atual crise política que abala o país, com o trâmite do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Isto pode atrapalhar os planos do governo em entregar  ” os jogos verdes por um planeta azul”.

Velejador alemão pega ‘infecção multirresistente’ e culpa Baía de Guanabara

Divulgação

Velejador alemão Erik Heil no hospital após competir no Rio DivulgaçãoDo UOL, no Rio de Janeiro

O velejador alemão Erik Heil foi hospitalizado após participar do evento-teste de vela realizado na Baía de Guanabara neste mês. Depois de conquistar o terceiro lugar da competição preparatória para a Olimpíada de 2016, Heil precisou passar por pequenas cirurgias, já na Alemanha, para tratar de uma infecção multirresistente que ele suspeita ter contraído devido à poluição no Rio de Janeiro. Oficialmente, a causa da infecção está sob análise.

Heil, que tem 26 anos, foi tema de uma postagem no blog oficial da equipe alemã de vela. Na publicação, o velejador mostrou cicatrizes na perna e no quadril causadas pela infecção. Heil disse ainda que nunca havia contraído algo parecido e aponta esgoto despejado na Marina da Glória, de onde os barcos de competição partes para os locais de regatas, como causa do problema.

“Eu nunca tive na minha vida infecção nas pernas. Nunca!”, afirmou ele, ao blog. “Eu suponho que a contrai na regata-teste. O problema, provavelmente, é a água da Marina da Glória, que recebe esgoto desenfreado o hospital da cidade.” $!$render-component.split(‘/’)[$math.sub($render-component.split(‘/’).size(), 1)]

De fato, a marina é ponto deságue da rede de coleta de água pluvial do centro do Rio. O próprio governo do Estado admite a contaminação dessa água por esgoto clandestino. Por isso, até iniciou uma obra para desviar o despejo da água que chega à marina direto para o emissário submarino de esgoto.

Essa obra deveria ter ficado pronta no início de agosto, portanto antes do evento-teste de vela. Atrasou e só deve acabar em dezembro.

Antes da competição, entretanto, uma biorremediação –aplicação de bactérias para combate à poluição— foi feita na Marina da Glória. Segundo governo e o Comitê Organizador Rio-2016, todos os locais de competição, incluindo a Marina, apresentavam condições para o esporte quando o evento-teste ocorreu.

Depois de Heil acusar a infecção, o secretário estadual do Ambiente, André Correa, afirmou que não acredita que a água da baía tenha sido a causa do problema. “Não parece provável que tais problemas, tão graves, tenham decorrido da água da Baía nos pontos de Vela. O próprio corpo médico da Federação Internacional de Vela considerou os problemas ocorridos em função do número de atletas participantes dentro da normalidade”, declarou.

O Comitê Organizador Rio-2016 ainda não se pronunciou sobre o caso.

O alemão Heil, entretanto, já avisou que vai tomar precauções extras quando voltar ao Rio para velejar e recomendou que equipes de vela convoquem médicos antes de viajar ao Brasil. “Considero navegar com revestimentos plásticos e usar sapatos neoprene”, disse ele. “Tenho certeza que todos que estão chegando ao Rio devem inserir um médico em sua equipe.”

Coreano passou mal

Heil é o segundo caso de atleta afetado por problemas de saúde depois de velejar na Guanabara. Ainda durante o evento-teste de vela, sul-coreano Wonwoo Cho passou mal e foi internado sofrendo com febre, calafrios, vômito e desidratação.

O técnico de Cho, Danny Ok, também culpou a água da baía em postagem em seu perfil numa rede social. “Parece que ele foi infectado por algum vírus em algum lugar no local de competição que deveria estar supostamente seguro e limpo como um local olímpico”, reclamou o treinador.

O problema foi minimizado por organizadores do evento-teste. Cho voltou a competir no Rio após recuperar-se.

Jogos Olímpicos Latino-Americanos de 1922 e outras competições esportivas incluídas na Exposição do Centenário da Independência do Brasil – 1922

Voltando ao passado dos megaeventos esportivos no Brasil, sugiro uma consulta ao capitulo sobre os Jogos 1922 publicado no Atlas do Esporte no Brasil em:

www.atlasesportebrasil.org.br/textos/158.pdf

Nesta informação toma-se conhecimento que o público total daquele primeiro megaevento esportivo ocorrido no Brasil alcançou um total de 168.000 pessoas. Sabendo-se que a população do Rio de Janeiro à época era de 1,1 milhões de habitantes, conclui-se que cerca de 15% deles assistiram as competições.
Se a mesma proporção de cariocas estiver presente aos Jogos Olímpicos Rio 2016, teremos um total de quase um milhão de assistentes em agosto próximo, resultado hoje de difícil alcancenas condições atuais da cidade do Rio de Janeiro.
Conclusão: o megaevento de 1922 foi e devera continuar como o maior evento esportivo do Brasil em termos de assistência.
A foto mostra o público de uma das competições de futebol em 1922 no Estádio do Fluminense, RJ.

Reunidas em Conselhos, Federações Esportivas discutem legado das Olimpíadas de 2016

Com apoio das secretarias de Esporte do estado e da prefeitura, entidade elege Marcos Rozemberg como seu primeiro presidente

POR CLAUDIO NOGUEIRA

No Centro Esportivo da Rocinha, cerca de 20 dirigentes participaram da reunião do Conselho de Federações Desportivas do Estado do Rio de Janeiro – Claudio Nogueira / Claudio Nogueira

RIO – A um ano e dois meses das Olimpíadas do Rio, em agosto de 2016, as duas maiores preocupações de dirigentes das federações esportivas estaduais são com a própria sobrevivência e que forma o estado poderá usufruir do tão badalado legado olímpico. Com o apoio das secretarias estadual e municipal de Esportes, representantes de 15 federações-membros do Conselho de Federações Desportivas do Estado do Rio de Janeiro, o Cofderj, se reuniram na manhã desta terça-feira, na Rocinha, para a eleição da primeira diretoria.

Fundada no último dia 10, no mesmo local, a entidade terá como primeiro presidente Marcos Rozemberg, vice da Federação de Vôlei do Rio; como vice-presidente Álvaro Lionides (presidente da Federação de Basquete); diretora aministrativa Luiza Brandão (presidente da Federação de Handebol); diretor técnico Carlos Alberto Lancetta (presidente da Federação de Atletismo), faltando ainda escolher o diretor sócio-esportivo. O Conselho Fiscal terá Andreia João (presidente da Federação de Ginástica); Paulo Carvalho (presidente da Federação de Remo) e Cesário Figueiredo (presidente da Federação de Boxe); e como suplentes, Celso Oliveira (presidente da Federação Aquática); Anderson Fonseca (presidente da Federação de Esportes para Cegos); Justin Thornycroft (presidente da Federação de Rúgbi) e Kennedy Abrantes (presidente da Federação de Futsal). São consideradas fundadoras do Cofderj as federações aquática, de atletismo, basquete, beach soccer, boxe, caratê, esportes para cegos, futsal, ginástica, handebol, judô, remo, rúgbi, tênis e vôlei.

— Sempre há um legado das Olimpíadas, mas aqui não será aquele que poderia ter sido. A respeito do legado de 2016, não estou pessimista, mas estou menos otimista do que eu gostaria de estar. Mas não podemos desistir. Temos de acreditar que algo de 2016 vá ficar — declarou o presidente do Cofderj, Marcos Rozemberg. — Acho necessário, por exemplo, fazer um trabalho na Baixada, em parceria com o Sebrae.

Ex-presidente do Clube Israelita Brasileiro, o CIB, Rozemberg explicou que as principas metas do conselho serão fazer com que os três níveis de governo no país olhem de maneira diferente para a formação de atletas e para os formadores, isto é, clubes e federações:

— Sempre tive em mente construir quadras e ginásios nas áreas em que há Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), para que os nossos técnicos (das diferentes modalidades) trabalhem junto aos professores (de educação física) que trabalham nestes locais. Nós temos de estar nestas comunidades. Dizer que o esporte vai resolver a criminalidade é um exagero, mas que ajuda, ajuda.

Representando os secretários estadual e municipal de Esportes, Marco Antônio Cabral e Marcos Braz, restiveram no encontro os subsecretários Rafael Thompson e Bernardo Monteiro. Thompson ressaltou que até há algum tempo as secretarias de Esportes do governo estadual e da prefeitura não tinham contato, mas agora ambas terão cadeiras no Cofderj.

— No dia 1 de julho, às 10h, no Palácio Guanabara, o governo do estado vai lançar pela primeira vez o Edital Estadual do Esporte. Haverá R$ 3 milhões para projetos em parceria entre as federações e os municípios; mais R$ 1,5 milhão para projetos das federações e outros R$ 1,5 milhões para iniciativas apresentadas pelos clubes. Nosso objetivo é fazer crescer o esporte na base, para que as crianças que hoje estão matando médicos na Lagoa façam esporte. Este é o legado de 2016 para quem entende de esportes, as federações — anunciou Thompson, que futuramente quer apresentar o Cofderj ao ministério do Esporte.

O subsecretário acrescentou que a Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro (Suderj) também irá trabalhar junto às federações e ao Cofderj.

— A Suderj está montando um sistema de saneamento financeiro e jurídico das federações, para fazer uma tutoria (acompanhamento) dessas federações, que terão acesso a este grupo da Suderj — disse ele, que pretende publicar no site da secretaria as empresas que poderão ser patrocinadoras e as federações em busca de quem as patrocine. O Cofderj ficará encarregado de gerir recursos e de analisar os projetos das federações e também dos clubes, além de fiscalizar a transparência na execução desses projetos. O Edital do Esporte também vai contemplar os clubes que terão o mesmo peso das federações. Ano que vem, esperamos elevar o valor global do edital de R$ 6 milhões para R$ 10 milhões.

Ex-vice de Esportes Olímpicos do Flamengo, com cerca de 25 anos de carreira no esporte, Bernardo Monteiro, que representava o secretário municipal Marcos Braz, exaltou os clubes:

— Quem faz esporte são os clubes e as federações. Mas a verba não chega à base. Na minha época de Flamengo, vi que o clube fazia esporte na base da raça, sem apoio de ninguém, assim como fazem outros clubes, como Vasco e Botafogo.

Um problema recorrente entre as federações é a falta de sedes. Algumas delas estão “hospedadas” nas casas e nos bancos de carros dos presidentes. Até há alguns anos o Palácio dos Esportes, conhecido como Cartolão, no Centro do Rio, era a sede de algumas federações.

— Ainda nos próximos dias deverei visitar o Palácio dos Esportes, para me informar sobre a situação — disse Bernardo Monteiro.

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Jogos Olímpicos e a “Pátria Educadora”

Olá amigos que visitam o meu blog, na qualidade de professor de Educação física, transcrevo o post do blog do José Cruz da uol, e ainda complemento o fiasco do Brasil nas olimpiadas será atribuído a nós professores de Educação Física.

O Ministério do Esporte investe R$ 70 milhões na construção de 15 pistas de atletismo, Brasil afora. Material de primeira qualidade. Construir é próprio do político e íntimo do gestor público. É uma das formas de relação com as empreiteiras, financiadoras de campanhas políticas.

Pista de Atletismo

Mas…

Temos professores capacitados ou técnicos para atender à clientela que vai chegar a essas pistas? As faculdades de Educação Física estão formando esses profissionais?

Em segundo lugar: quem se responsabilizará pela manutenção dessas áreas? A própria universidade? As prefeituras? Os governos estaduais? O Ministério do Esporte não será, já avisou. Fez a sua parte, “construir”.

Ilusão

Essa previsão de abandono pode ser projetada a partir de um importante programa educacional, o FIES – Fundo de Investimento Estudantil. Hoje, o ministro da Educação avisou: “acabou o dinheiro” e não haverá novos contratos. E estamos na “ Pátria Educadora”…

Ora, se isso ocorre com o que há de mais expressivo na construção de uma nação – o ensino – o que dizer dos rumos do esporte pós-Jogos 2016? Principalmente num setor em que não se tem projeto de longo prazo, prioridades, planejamento? Podermos até ter resultado significativo nos Jogos Olímpicos, mas é fruto de trabalho emergencial. E depois? O Pan 2007 é exemplo. Abandono de espaços e até transformação da pista Célio de Barros em estacionamento de luxo para a Fifa… Sem falar na demolição do Velódromo…  na suspeita terceirização do Estádio de Remo da Lagoa…

Atraso

Assim como na gestão do PCdoB, na atual, do PRB, o Ministério é um espetacular cabide de empregos. Parentes, amigos e fieis seguidores da Igreja Universal têm prioridade para os melhores cargos gratificados, em detrimento de técnicos e planejadores do esporte.

Estamos tão atrasados no terceiromundismo do esporte, que nem um Congresso Científico Pré-Olímpico conseguimos dar conta. A Universidade Federal do Estado de São Paulo, por seu departamento de Biologia, assumiu o compromisso de realizar esse tradicional evento, que reúne quatro mil cientistas do esporte do mundo todo. Mas, até agora, não consegue nem formar uma comissão organizadora.

Pior! A reitora da Unifesp, Soraya Smaili, não se manifesta sobre o tema. Por que? Porque não tem dinheiro. Está na dependência do Ministério do Esporte.

 Angústia

Sem exageros, há uma “angústia” na comunidade científica internacional, revelou um professor da Alemanha. Os pesquisadores já deveriam ter sido avisados sobre datas, inscrições de trabalhos, temas selecionados etc, para encaminharem suas pesquisas e batalhar por passagens, hospedagens etc. Mas, até agora, ninguém sabe absolutamente nada! Não há absolutamente uma só informação sobre esse evento que tradicionalmente precede os Jogos Olímpicos.

Em fevereiro já havia alertado sobre esse descaso, esse abandono da Unifesp e do governo federal, por extensão.

Enquanto isso…

…  fora da competição, nossa imagem esportiva queima lá fora, principalmente na área científica internacional.

Fonte: http://josecruz.blogosfera.uol.com.br/2015/05/jogos-olimpicos-e-a-patria-educadora/

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