Claudio Nogueira – Um dos maiores nomes do Jornalismo carioca

Claudio Nogueira sempre foi um dos incentivadores do Korfebol no Brasil inclusive em 2002 foi o jornalista responsável pela matéria “Esporte da Família” publicado no Jornal o Globo, e que muito contribuiu para que o esporte fosse mais reconhecido no Brasil.

Realizamos inúmeros eventos e matérias na tv, como Ana Maria Braga, Esporte Espetacular após a realização da entrevista ao Claudio Nogueira. Meia página falando de KORFEBOL BRASILEIRO, que na época adotávamos a nomenclatura com a letra “C”. Atualmente é KORFEBOL COM “K”.

Obrigado amigo Claudio Nogueira… fica o reconhecimento e gratidão por ter nos ajudado sempre que solicitamos, você é um grande profissional e o KORFEBOL BRASILEIRO TE DEVE MUITO.

Estamos juntos…

Jornal O Globo 1

Em 2011 estivemos no lançamento do Livro Zeros à Direita de Cláudio Nogueira.

CLAUDIO NOGUEIRA E MARCELO KORFEBOL

O livro “Zeros à Direita – Marketing e Mídia no Esporte”, do jornalista Claudio Nogueira, do Globo, é um grande estudo atualizado com o olhar de um jornalista com larga experiência no esporte. Editado pela iVentura, o livro foi lançado em 29 de novembro de 2010, na livraria Saraiva do Botafogo Praia Shopping, no Rio de Janeiro.

Prestes a realizar os dois maiores eventos esportivos existentes no planeta – Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016 -, o Brasil ainda carece de uma séria e efetiva política nacional de esportes, dependendo ainda do surgimento esporádico de talentos, e não de uma estrutura que vise a fazer surgir novos atletas.

O livro se caracteriza pela abrangência, viajando do marketing esportivo e dos patrocínios a entidades e ídolos das mais variadas modalidades esportivas mundiais até chegar ao cidadão comum que através da sua paixão impulsiona o esporte.

Apesar de não ter a pretensão de esgotar o assunto, Claudio compartilha com os leitores algumas observações sobre o esporte em geral, mostrando como se dá, no Brasil, a relação entre esse ramo de atividade e a sociedade como um todo.

Claudio Nogueira é também autor de “Futebol Brasil Memória” e “O Time do Meu Coração – Vasco”.

 

Claudio Nogueira, referência do jornalismo carioca, é demitido de O Globo

Por Fábio Lau

O menino humilde que escalou muros e preconceitos
O menino humilde que escalou muros e preconceitos

O plantão era algo desumano: ficar plantado na porta de um condomínio na Barra da Tijuca esperando a chegada improvável de um empresário sequestrado por criminosos. Os anos 90, no campo da reportagem policial, era algo para os fortes. Um fator de seletividade entre os apaixonados ou nem tão ligados assim às coisas do jornalismo. Escalado pelo Dia, comparecia diariamente. Com meu travesseiro improvisado. A ideia era deitar, dormir e ouvir a distância o ronco dos carros e as gargalhadas dos insones. Apenas um jornalista, entre duas dúzias, mantinha-se firme, a postos, observando o interior dos carros e ligado no rádio-escuta da reportagem: Claudio Nogueira. O nosso bravo Feijão, o mais dedicado e comprometido entre todos, 28 anos depois, é demitido de O Globo. Em sua página na rede social Facebook, revela:

– Após 28 anos, 3 Olimpíadas, 1 Copa do Mundo, 5 Pan-Americanos, Mundiais de basquete e handebol, GPs de F-1, etc, fui desligado de O Globo. A justificativa: o corte de custos, que vem ocasionando demissões desde janeiro/2015. Se alguém souber de uma oportunidade, me avise, por favor. Obrigado a todos.

Cláudio, menino educado e sereno criado em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, com o passar dos tempos caiu na editoria de Esportes. E lá é que foi premiado com algo inusitado, mas graças a alguém com origem tão simples quanto a dele.

Romário havia sido contratado pelo Flamengo em 1995. Jornalistas se digladiavam para entrevistá-lo na sua chegada ao Rio. Distante, humilde como veio ao mundo, Claudio mantinha-se sereno. Não se sentia a altura para competir com os leões do jornalismo carioca. Romário, ao notá-lo afastado daquele engalfinhamento coletivo, pediu silêncio e deu voz a ele: “Este repórter que está ali no canto. Você mesmo, negão. Você faz a primeira pergunta!” E foi assim, no seu silêncio, que Claudio Nogueira galgou aquele e outros espaços no terreno profissional.

Sua demissão é também a demissão de uma época. Não há mais espaços para simbolismos nas redações. As conquistas deste profissional, que quebrou barreiras e preconceitos, foram e são substituídas paulatinamente por outro tipo de talento – que se revelará mais adiante. Enquanto isso os amigos se despedem de Claudio Nogueira. Da sua dedicação e comprometimento. Se despedem de uma época.

fonte: http://www.conexaojornalismo.com.br/colunas/cultura/novasmidias/claudio-nogueira,-referencia-do-jornalismo-carioca,-e-demitido-de-o-globo-67-42138