A-HA, EDUCAÇÃO E SUSTENTABILIDADE NO PARÁ

A-HA, EDUCAÇÃO E SUSTENTABILIDADE NO PARÁ

Coluna Ares do Norte (Foto: Rodrigo Buldrini/Época NEGÓCIOS)

Cartaz da turnê do A-ha: parceria com a Hydro para shows e workshops no Pará (Foto: Divulgação)CARTAZ DA TURNÊ DO A-HA: PARCERIA COM A HYDRO PARA SHOWS E WORKSHOPS NO PARÁ (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Se em uma conversa de bar ou em um tradicional “brainstorm” no trabalho você tivesse que elencar empresas criativas, inovadoras e com iniciativas que realmente fazem a diferença para funcionários e comunidade ao redor, talvez passasse pela sua cabeça nomes de empresas do ramo de design, tecnologia, moda e varejo, mas dificilmente uma empresa de alumínio, correto?

Pois uma empresa norueguesa, cuja sede no Brasil fica no Pará, é responsável por uma série de eventos que estão movimentando a região. Promovido pela Norsk Hydro, o evento traz shows e workshops da banda norueguesa A-ha, doação de kits de material escolar e muitos comentários positivos e emocionados nas redes sociais da empresa. Há dias, fãs do A-ha dormem na fila para assistir ao show da banda, que no último domingo tocou para 90 mil pessoas no Rock in Rio.
A Hydro no Brasil

A empresa foi fundada em 1905 pelo engenheiro norueguês Sam Eyde, que juntamente com o cientista conterrâneo Kristian Birkeland, inventou um método de extração de nitrogênio do ar a partir de energia hidráulica para produzir fertilizantes. Hoje é uma empresa de fabricação de alumínio com produção, vendas e atividades comerciais em toda a cadeia de valor, desde bauxita, alumina e geração de energia para a produção de alumínio primário e produtos laminados, bem como a reciclagem.

A sede da companhia fica em Oslo, capital da Noruega, e a empresa tem atividades em mais de 50 países em todos os continentes. O Brasil e especialmente o Pará são estratégicos para a companhia, pois aqui ficam seus ativos mais importantes. No país, a Hydro se estabeleceu na década de 1970, por meio da participação acionária em indústrias da cadeia de alumínio no estado Pará. Atualmente, a companhia gera 10 mil empregos diretos e indiretos em todo o país.

E para comemorar seu centenário, a Hydro montou uma ação que envolve música, cultura, educação e sustentabilidade no Pará.
Iniciativas criativas

A vinda dos músicos do A-ha ao Pará marca a nova campanha global da companhia: Renove (Renew). O Renove é uma iniciativa para envolver políticos, indústria e sociedade em um diálogo sobre como é possível unir as questões da economia, da indústria e do clima – e garantir que empresas como a Hydro sejam uma parte da solução para as questões do clima e geração de energia limpa.

Essa é a segunda vez que a Hydro e o A-ha estão juntos em um projeto. A primeira foi em 2005, quando a companhia realizou ações na Noruega, na Alemanha e no Brasil. A programação paraense tem caráter artístico e social. A banda faz shows em Barcarena e Paragominas, duas cidades em que a Hydro mantém unidades. Em Barcarena, o tecladista Magne Furuholmen fará uma oficina artística com crianças do projeto Educação pra Gente. (Magne fez também oficinas no Museu de Arte Contemporânea de Niterói Oscar Niemeyer um dia depois do show do Rock in Rio com jovens do Morro do Palácio para o projeto ‘The Art of Storytelling – A Arte de Contar Histórias’ – com curadoria de Selene Wendt).  Em Paragominas, o vocalista Morten Harket participará do plantio de mudas com a colaboração de crianças do projeto social Caseca.

Incialmente, os shows no Pará seriam apenas para funcionários da Hydro como comemoração dos 100 anos da empresa, mas houve uma ampliação para o público que doou material escolar em troca de ingressos – batizado como kit A-ha.

Outra iniciativa de desenvolvido local realizada pela Hydro é o consórcio assinado entre a companhia, a Universidade de Oslo, a Universidade Federal do Pará (UFPA), a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) – estes três são importantes centros de estudo e pesquisa paraenses – em novembro de 2013. O principal objetivo é desenvolver atividades de pesquisa básica e aplicada, para construir uma base sólida de informações sobre biodiversidade e sobre o clima. Os membros do consórcio realizarão pesquisas colaborativas e farão intercâmbio de pesquisadores, acadêmicos, estudantes e informações. Os estudos serão voltados ao desenvolvimento e aprimoramento de soluções sustentáveis para reabilitação de áreas mineradas, para garantir o rápido e eficaz restabelecimento da biodiversidade dos locais onde a bauxita é extraída em Paragominas.

Lígia Krás é antropóloga e trendhunter, especialista em inovação cultural nórdica

A-ha encerra tour no Pará com show em Paragominas

Banda se apresentou no estádio Arena Verde e em Barcarena


Por: Redação ORM News

 A banda norueguesa A-ha encerrou sua passagem pelo Pará neste sábado (3), com show na Arena Verde, em Paragominas, nordeste do Estado. Antes, na quinta-feira (1º), a banda se apresentou em Barcarena, no Cabana Clube. As duas apresentações tiveram público de mais de 25 mil pessoas, segundo a Hydro, empresa que trouxe o grupo ao Estado.

Foto: Divulgação (Led Produções)Foto: Divulgação (Led Produções)

Fãs eufóricos lotaram os hotéis da cidade e outros organizaram excursões em ônibus que partiram de Belém. O primeiro lugar na fila da Arena Verde foi conseguido pela jovem Glauce Aquino, 19 anos, que chegou ao estádio às 7h da manhã. ‘Esse é o sonho da minha vida se realizando. Eu escuto desde pequena e nunca imaginei que conseguiria vê-los aqui no Pará’, contou a estudante de Relações Internacionais.

A banda tocou sucessos como ‘Crying In The Rain’, ‘You Are The One’ e ‘Take On Me’, que encerrou o show. O show teve cerca de 1h40m de duração.
Foto: Divulgação (Led Produções)Foto: Divulgação (Led Produções)

Reflorestamento

Além da apresentação no município paraense, o vocalista Morten Karket plantou uma muda de mogno na área de reflorestamento da Hydro, localizada na mina de bauxita da empresa. A empresa pretende equilibrar 1 hectare de área reflorestada a cada hectare de área minerada até o ano de 2017. O cantor teve a colaboração de crianças do projeto social Caseca, inciativa apoiada pela Hydro no município e que auxilia a aprendizagem de mais de mil crianças e adolescentes.

Foto: Divulgação (Led Produções)

A-ha desembarca em Belém para dois shows beneficentes no Pará em Projeto Social parceria Mineradora Hydro

Grupo fará apresentações em Barcarena e Paragominas.
Distribuição de ingressos foi encerrada nesta quarta (30).

Vocalista Morten Harket foi cercado por fãs no desembarque no aeroporto internacional de Belém (Foto: Tarso Sarraf / O Liberal)Vocalista Morten Harket foi cercado por fãs no desembarque no aeroporto internacional de Belém (Foto: Tarso Sarraf / O Liberal)

A banda norueguesa A-ha, que tocou na noite de encerramento do Rock in Rio no últimodomingo (27), desembarcou na tarde desta quarta-feira (30) em Belém. O grupo se hospedou em um hotel de luxo no centro da cidade, de onde devem se deslocar para os shows agendados em Barcarena e Paragominas.

Fãs demonstraram carinho pelos músicos (Foto: Tarso Sarraf / O Liberal)Fãs demonstraram carinho pelos músicos
(Foto: Tarso Sarraf / O Liberal)

O grupo toca no Pará como parte da programação de uma mineradora que opera no estado. Inicialmente fechadas para colaboradores, as apresentações foram abertas para o público atendendo a demanda popular. O ingresso para cada show foi um kit escolar, e o que for arrecadado com as apresentações será doado para comunidades carentes.

A secretária Daniele Bentes estava entre as dezenas de fãs que acompanharam a chegada dos músicos no aeroporto internacional de Belém. “Meu pai é muito fã do a-ha e eu cresci ouvindo a banda. É muita emoção, queria muito que ele estivesse aqui, pena que ele não pode porque está trabalhando. Mas eu trouxe aqui o disco dele para eles autografarem. Jamais imaginei que um dia eles viriam aqui em Belém. Pensei ‘eu tenho que ir’, e foi uma coisa muito louca, mas na última hora consegui ingresso para Paragominas. Acho que o show vai ser maravilhoso, mas só o fato de estarem aqui já acho ótimo.”

Serviço: A banda A-ha se apresenta no dia 1º de Outubro em Barcarena e no dia 3 em Paragominas. A distribuição dos ingressos está encerrada. Os portões abrem às 17h30 nos dois dias de shows. Não haverá venda de bebidas alcóolicas durante as apresentações.

Fãs pediram autógrafos na saída do desembarque do A-ha (Foto: Tarso Sarraf / O Liberal)
Fãs pediram autógrafos na saída do desembarque do A-ha (Foto: Tarso Sarraf / O Liberal)

A-ha leva o rádio FM para o palco em show saudoso

Trio norueguês de cinquentões encarna a versão possível de si mesmo e recupera um importante pedaço do pop oitentista – Guito Moreto / Agência O Globo

Com a chuva insistente, a noite perigava ser de chororô. Mas com o A-ha, foram só pingos de amor. Antes que Katy Perry chegasse para realizar os desejos da petizada, os pais e tios da turma puderam rever, ao vivo e em cores, uma das maiores bandas do pop dos anos 1980. Ninguém esperaria, é claro, que os cinquentões Morten Harket (vocais), Magne Furuholmen (teclados) e Pal Waaktaar (guitarra e violão) viessem com ímpeto de Rihanna no cio. Eles chegaram no sapatinho, com o seu grande trunfo (um caminhão de hits) e encarnaram o A-ha possível num show cálido, romântico e evocativo de boas lembranças.

Surgido em um tempo em que o Duran Duran reinava sobre a Terra, o A-ha ofereceu uma alternativa escandinava digna e muito interessante, com engenhosas canções como “I’ve been losing you” – com o qual, por sinal, abriu o show. A potente “Cry wolf” continuou o serviço, emendando em “Stay on these roads”, baladão de primeira. Era praticamente uma rádio FM no palco, ainda mais porque a banda trouxe consigo todos aqueles antigos timbres de teclados e guitarras. Quando chegou a vez da romanticíssima “Crying in the rain”, a chuva tinha amainado, e muita gente boa não conseguiu esconder as suas lágrimas.

“Forest fire” representou o repertório do disco que o trio lançou este ano, “Cast in steel”, e não causou estranhamento – ela soa como A-ha clássico, só com um pouco menos de teclados sequenciados zunindo. Entre os velhos hits, “Hunting high and low” não emocionou tanto quanto de costume – Morten não se aventurou por suas escarpas melódicas e preferiu deixá-la mais bossa nova. Da mesma forma, em “The livin daylights”, tema de 007, faltou um pouco de punch. Tudo estava guardado, ao que parece, para o encerramento, com o synthpop “Take on me”, uma das maiores faixas da história do pop, na qual o A-ha ligou de fato a máquina do tempo e tocou como se fosse 1985.

Cotação: bom

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Rock in Rio 2015: Debaixo de chuva, A-ha faz o show mais nostálgico do festival

Foto: Adriana Vieira

Por Bruno Eduardo

A edição deste ano do Rock in Rio ficou marcada pelo clima revival. No line up, artistas que fizeram a história do festival – como Queen, Faith No More, Metallica, Slipknot e Rod Stewart. No entanto, foi o A-ha quem fez a apresentação mais nostálgica dessa edição. Primeiro, porque a banda é exatamente a mesma que se apresentou em 1991, e segundo, é que eles parecem banhados em formol. Aos 56 anos de idade, Morten Harket não possui o mesmo approach com o público, mas sua voz continua incrivelmente em dia. Durante toda a apresentação ele permanece reservado, com poucas palavras e alguns agradecimentos. Da banda, quem fala mesmo é o tecladista Magne Furuholmen. Mais descontraído que o vocalista do grupo, Magne chegou a brincar com o público quando a chuva apertou na Cidade do Rock: “Vocês estão molhados aí?”.

Por causa da forte chuva, o trio se apresentou sob uma tenda improvisada, e iniciou a apresentação com duas canções do álbum Scoundrel Days – a smithiana “I’ve Been Losing You” e “Cry Wolf“, que fez a galera pular ao som de sua guitarra suingada. O primeiro grande sucesso da noite foi “Stay On These Roads“, até que trovões anunciaram “Crying In The Rain“, cover do Everly Brothers – popularizado nos anos 90 pelo A-ha. Com um repertório muito bem encaixado, os noruegueses não tiveram dificuldade para apresentar músicas mais recentes – duas inclusive, do disco lançado este ano, Cast in Steel.

Por ser um show baseado em seus vários sucessos, e com a banda totalmente em forma – às vezes tínhamos a impressão de estar ouvindo o disco -, o saudosismo bateu forte, e canções como “You Are The One“, e “Hunting High And Low“, caíam como drops de nostalgia na cabeça dos mais de trinta, presentes em minoria na Cidade do Rock. Músicas não tão populares quanto as citadas anteriormente, mas igualmente expressivas, como “The Sun Always Shines On TV“, endossavam o reminiscente roteiro do grupo – que chegou ao fim no refrão chiclete de “Take On Me“.

Bem menos festejados que os outros grandes nomes do festival, o A-ha também subiu no palco sem muito barulho. Só que devagar, na maciota, eles acabaram levando o prêmio de show mais nostálgico dessa edição de 30 anos do Rock in Rio com uma boa apresentação.

Foto: Adriana Vieira

Morten Harket Vocalista do a-ha capa da revista Galore Alemã

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Com a estreia de Cast in steel em 4o. lugar no Top 100 da Alemanha, Morten é novamente capa de uma publicação alemã, desta vez,da  Galore, conhecida por famosas entrevistas com os artistas,e voltada para o público adulto.

A revista pode ser encomendada no próprio site da revista em www.galore.de   nas versões impressa e on line, mas também foi bom constatar que na Amazon brasileira se pode baixar a revista para o Kindle ao custo de R$ 13,80, que serão pagos somente com cartão de crédito.

Informamos que o texto da revista está em alemão, mesmo que se a adquira na Amazon brasileira. Nós já estamos com a cópia da entrevista de Morten em mãos e vamos publicar  seu conteúdo na íntegra tão logo a tradução seja finalizada,mas para acalmar a curiosidade,uma das coisas de que Morten fala  na ocasião é sobre as relações de poder que as pessoas têm umas com as outras, e uma posição que ele defendeu é exatamente a chamada da publicação:

As pessoas tendem a associar força com superioridade“, uma ideia que, embora se refira à questão política, sem dúvida não tem nada a ver com a filosofia de vida do a-ha, dentro um universo competitivo do pop que Morten conhece bem, já que está à frente de uma grande banda há 30 anos, com todas as dores e alegrias que isso traz.

Também o entrevistador da Galore começa logo falando com Morten sobre os pontos de vista dele que se assemelham aos de Darwin no sentido de quererem pesquisar “o que está por trás da vida”. Ainda, Morten fala sobre suas famosas orquídeas e o amor pela botânica em geral, além do a-ha.

Aguardem a publicação da entrevista na íntegra muito em breve!

A-HA PARA 198.000 PESSOAS É O MOMENTO MAIS MARCANTE EM 30 ANOS DE ROCK IN RIO

-Mais uma para comemorar: o Portal G1 fez uma enquete para saber qual o momento mais marcante em 30 anos de Rock In Rio. Fred Mercury com Queen? No, no ,no : a-ha para 198.000 no Maracanã. O fato à época fez com que o a-ha entrasse para o Guiness Book, pelo maior público pagante em um único show e só não vai repetir a dose em 2015 porque o espaço é menor. Mesmo assim, o show do a-ha foi o primeiro a esgotar os ingressos. Além de ser eleito o melhor show de todo o Festival, o que valeu encontro dos fãs com a banda , também o a-ha é segundo show mais esperado para esta edição e também tem a terceira música mais votada na opinião do público.

Também foi a emoção de tocar no Rock In Rio que fez o a-ha, após anúncio do término em 2010, aceitar tocar novamente no Festival. De acordo com Mags, muitas ofertas foram feitas para que o a-ha voltasse,mas quando chegou o convite para os 30 anos do Rock In Rio, Pal, Mags e Morten mudaram de ideia.

É sabido recentemente que Mags ganhou “de presente” um zumbido no ouvido desde aquela noite de 26 de janeiro de 1991,mas “eu me lembro daquela noite sempre”. Lembramos ainda que, quando Morten resolveu encarar sua carreira solo em 1995, foi exatamente porque se sentiu mexido com a apresentação do Rock in Rio: “-Achava que não merecia aquele público”, disse em entrevista, e dali em diante, Morten deu um passo para o trabalho de compositor,iniciado em 1982 , esquecido um tempo, e retomado com grande sucesso com “Wild Seed”.

Como se vê, o Rock in Rio e o a-ha realmente tem uma ligação interessante: esse ano, é comemorado os 30 anos do Festival e também os 30 anos do a-ha, o que gerou um casamento perfeito. O a-ha virá para esta apresentação com um álbum impecável, hits consagrados, 30 anos de experiência e…tudo aquilo que não podemos prever,mas que vai brilhar, já é pleonasmo se dizer.

É para curtir muito que o a-ha esteja com a devida atenção no país, e é assim que deve ser com quem tem talento.Mais do que na hora do a-ha estar em seu devido lugar aqui também: no topo

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Créditos para o texto: http://www.a-ha.bluehosting.com.br/